Mostrando postagens com marcador Outras palavras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Outras palavras. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Outras Palavras 30: Charles Beaudelaire

"Quem olha de fora, através de uma janela aberta, não vê jamais tantas coisas quanto quem olha uma janela fechada. Não há objeto mais profundo, mais misterioso, mais fecundo, mais tenebroso, mais deslumbrante que uma janela iluminada apor uma vela. O que se pode ver  à luz do sol é sempre menos interessante do que o que se passa atrás de uma vidraça."

terça-feira, 17 de junho de 2014

Outras palavras 29: Jorge Luis Borges


Sem leitura não se pode escrever. Tampouco sem emoção, pois a literatura não é, certamente, um jogo de palavras. É muito mais. Eu diria que a literatura existe através da linguagem, ou melhor, apesar da linguagem.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Outras palavras 28: Ray Bradbury

...se você está escrevendo sem entusiasmo, sem prazer, sem amor, sem alegria, você é apenas meio autor. Significa que está tão preocupado em manter um olho no mercado, ou um ouvido no círculo de escritores de vanguarda, que não está sendo você mesmo. (...) Sem esse vigor, seria melhor ele colher pêssegos ou cavar buracos...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Outras palavras 27 - Edilberto Coutinho

"Reescrevo muito. As modificações, em geral, visando à maior clareza, maior eficácia literária. Essa luta com a expressão, da qual raramente se sai vencedor. (...) Repudio o rebuscamento formal mas, ao mesmo tempo, exijo do trabalho literário que seja bem elaborado. É mais fácil escrever "complicado". A simplicidade é difícil, muito difícil."

sábado, 31 de dezembro de 2011

Outras palavras 26: Umberto Eco

Não tenho nenhum método. Não sou como Alberto Moravia, que acordava às 8h, trabalhava até o meio-dia, almoçava, e depois voltava para a escrivaninha.Escrevo ficção sempre que me dá prazer, sem observar horários e metodologias. Adoro escrever por escrever, em qualquer meio, do lápis ao computador. Quando
elaboro textos acadêmicos ou ensaio, preciso me concentrar, mas não o faço por método.

sábado, 16 de julho de 2011

Outras Palavras 25 - Charles Bukowski



Nunca escrevo de dia porque é como ir pelado a um supermercado – todos te podem ver. À noite é quando saem os truques da manga… E vem a magia.





sábado, 16 de abril de 2011

Outras palavras 24: João Gilberto Noll


O que me move é a linguagem. Não são situações, não são enredos. Não me pergunte sobre o que será meu próximo livro, não tenho a menor ideia. O que me move realmente é a atividade da escrita.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Outras palavras 23: Moacyr Scliar

Às vezes faço anotações. Mas essa é uma fraqueza. É melhor não anotar nada. A idéia verdadeira persegue o escritor. Este, aliás, é um bom teste: não escrever de imediato. Se a idéia for boa, legítima, ela reaparece sempre. Não há como esquecê-la, como livrar-se dela. Porque, na verdade, não é tu que tens a ideia. A ideia é que te tem.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Outras Palavras 22: Jorge Amado


Viver é muito mais importante do que escrever. O que eu escrevo nasce da vida que eu vivo.(...) Cada livro, a meu ver, corresponde a um momento determinado da experiência de vida e da experiência literária do escritor.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Outras palavras 21 - Vinícius de Moraes


Não sou um escritor de forma fácil, que vai escrevendo emocionalmente. Por exemplo: mil poemas saem todos os dias, mas eu não anoto nada. Se for importante, o poema volta. A poesia é fruto da vida de cada um.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Outras palavras 20: Paul Valéry


Prefiro infinitamente mais escrever em plena consciência e inteira lucidez alguma coisa fraca a produzir em estado de transe e fora de mim uma obra-prima entre as mais belas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Outras Palavras 19 - Mário de Andrade


Quando sinto a impulsão lírica, escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita. Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi.


domingo, 14 de março de 2010

Outras palavras 18 - Dias Gomes

Não conseguiria viver sem escrever, porque só escrevendo consigo expulsar os meus demônios e vencer a minha angústia (...) Só escrevendo, escrevendo qualquer coisa, sem parar, até ficar exausto afugentar esses temores. Por isso, talvez, tenha sido levado compulsivamente a escrever muita coisa que preferia não ter escrito. Como alguém que se viu obrigado, em circunstâncias adversas, a viver uma vida que não era a sua durante parte de sua existência.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Outras Palavras 17 - Rodrigo Lacerda

A solidão, ou melhor, a companhia dos meus personagens, é um prazer. Antes, eu começava a escrever sabendo tudo o que iria acontecer, mas, sempre que deixo a coisa correr mais solta, o livro fica melhor; já aprendi isso. Então, agora só quero escrever com liberdade interior, deixando os personagens decidirem para que lado querem ir.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Outras Palavras 16 - Orígenes Lessa

Eu parto da fagulha inicial e o que acontece é que, quando a coisa pega fogo, começam a chegar ideias novas e fatos por explodir, que vou anotando às carreiras, para não perder a embalada,mas nem sempre volto a essas anotações, mesmo porque elas vão sendo superadas pelo qua vai acontecento... Eu reescrevo sempre, não há linha no mundo que não possa ser melhorada.

domingo, 2 de agosto de 2009

Outras palavras 15: Cristovão Tezza


Escrever não é catarse, é um ato de distanciamento à moda do que pregava Brecht (...) Escrever é uma viagem meio sem volta. É preciso um bom lastro na alma, porque absolutamente nada garante coisa alguma nesse ramo.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Outras palavras 14: Ricardo Ramos

Escrever nunca me pareceu uma atividade sujeita a impedimentos ou restrições, que pudesse favorecer os desvios comparativos. Ao contrário, sempre foi para mim o natural. Um caminho a seguir. Por ele eu me meti, querendo apenas dizer o meu recado, os olhos abertos quanto às possibilidades. Sem maiores enganos, sem frustrações românticas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Outras palavras 13: Nélida Piñon

Dificilmente acredito na última palavra registrada. (...) A palavra no texto nasce de uma necessidade inevitável e deliberada. O seu próprio fluxo impondo-lhe outras palavras com que se enlaçar, ao final de todas empenhadas na abolição de vácuos, de opacidades, de desfunções, de tempos mortos, do que degenera e enfraquece a narrativa.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Outras palavras 12 - Mario Quintana

Um poeta deve escrever como se fosse o último vivente sobre a face da terra. — Então, para que escrever? — Por isso mesmo! Como o último vivente, ele não tem de pensar no que pensarão os outros. Às vezes, — às vezes? — muita vez o poeta é induzido a modas, quando na verdade não há nada tão ridículo como os figurinos da última estação. Só nunca sai da moda quem está nu.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Outras palavras 11 - Lya Luft


Sou uma pessoa com um olho triste que escreve e um olho alegre que vive; escrevo para tentar entender a vida, o mundo. (...) Não escrevo muito sobre a morte: na verdade ela é que escreve sobre nós - desde que nascemos vai elaborando o roteiro de nossa vida.