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terça-feira, 11 de junho de 2019

Saberes líquidos

E me inauguro poeta para a madureza. Não que haja poesia para esta ou para aquela idade, creio que a palavra poética nos toca ou não nos toca. A literatura, sempre defendo, precisa ser filtrada pelo viés da emoção. Não a emoção imediata, aquela que só diz respeito à vivência ou à experiência daquele que a torna palavra. Não, a palavra poética precisa ter a tal dose de fingimento proposta por Pessoa: finge-se uma dor que, deveras, é sentida. 
Difícil arte, sem dúvida.
Foto: Graziella Comelli

Sempre admirei os grandes poetas, aqueles que conseguem fazer do um o vário, aquele que consegue transcender sua dor e senti-la acolhida na dor do outro. A poesia necessita de saberes, expressa saberes, não aqueles sólidos, feito pedra, mas os líquidos, que se infiltram nas frestas de nós e nos contaminam, e nos irrigam, e nos lavam, e nos imaculam. 
Água e poesia buscam dizeres em mim.
Não sei se os executo com a forma e o sentimento com que os poetas concedem às suas palavras, não sei. Mas tento. E, por uma série de casualidades, e por alguns desejos, não meus, mas meus também, minha poesia ganha a rua, na edição do Lucas Krueger, para a Artes e Ecos.
Agora é ser aguardo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Vamos para Oz.

Confesso que, muitas vezes, o discurso do poder me cansa. A maioria das vezes, aliás. Há pessoas que se deixam seduzir por cargos, por pequenos poderes. E discursam a favor do outro, quando, lá no fundo, o que desejam mesmo é apenas e meramente o seu próprio favor. Há pessoas que usam, que abusam da paciência de quem tem alguns neurônios.
Confesso que me cansa, em demasia, aquela pessoa que fala algo, mas seu coração atua em outra dimensão. Por vezes, tal tipo de gente me incomoda; outras, me enoja. Mas, enfim, parece que é só assim que sabem ser.
Confesso que quero distância delas. Prefiro Oz, a Terra do Nunca, o País das Maravilhas. Lá tenho o mundo que quero, lá posso ser feliz.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Primeiro dia de aula

Quando eu tinha seis anos (eu era um guri bem miúdo), fui levado pela mão, por uma de minhas irmãs, para a escola. Era março de 19..... e eu já sabia ler. A escola ficava na rua da minha casa, bem perto, mas tenho na memória o tanto de lonjuras que havia entre aqueles dois portões: o da minha casa, o da minha escola. Do dia em si, da primeira professora, do que ela falou, do que ela ensinou, de meus primeiros colegas, há um vazio de lembranças. Ah, mas da roupa que eu estava (calção azul, camisa amarela, que minha mãe havia comprado para uma festa familiar) e da minha mão firme agarrada à da minha irmã, disso eu lembro. Memória sempre viva em mim. Eu esperava tanto daquelas aulas, daquele mundo no qual me iniciava.
Porém, infelizmente, não foi a escola quem me construiu. Ela, hoje sei, colaborou pouco com quem sou. A biblioteca sim. Os livros mais ainda. Neles, descobri que a vida é mais, bem mais. 

Descobri que páginas abertas, letras decifradas são capazes de abrir olhos e de cultivar o coração.
Hoje, os livros fazem parte de mim. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Fazer-me palavra.

Por vezes, teço neste espaço algumas confissões. Sei que o confessar-se tem seu tanto de revelação, de busca de entendimento, de tentativa de compreensão do outro e, claro, de nós mesmos. Vai se saber.
O fato é que me revelo ou me confesso.
Gosto (por vezes acho que até demais) de enveredar pelas páginas do Face. Escrevo o que penso, evito compartilhamentos (apenas os que me enchem da necessidade de), porque acredito que na minha página deva postar comentários meus sobre o viver, sobre o ser, enfim, são apenas minhas percepções. Sei que outras existem, muitas, e tantas diversas das minhas. Algumas dialogantes; outras amparadas em bases tão distintas que a conversa não tem como existir. Cada um agarrado às suas verdades; alguns tão cegos por elas que usam as palavras de forma violenta, virulenta.
As redes sociais - e neste sentido creio que o Face tem se mostrado mais revelador que o falecido Orkut - são espelhos de quem posta, compartilha, curte. E, confesso, alguns posicionamentos me assustam. Não apenas por serem contraditórios a tudo em que eu acredito. Mas, sobretudo, por serem cegos para o outro, para a realidade do outro, para a necessidade do outro, para a alteridade do outro.
E o que me resta, senão apenas confessar tal preocupação? 
Fazer-me palavra, mesmo que me hostilizem, ou me bloqueiem, ou.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sobre o ler

         Ao abrir as páginas de um livro, o que busco é a dor do existir. Não me atiçam fórmulas, formas, hermetismos linguísticos. Atraem-me mais os dramas, as experiências humanas captadas pelo olhar sensível daquele que escreve. A literatura problematiza a vida.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Mais uma confissão...

Confesso: não sou homem de futebol, de campeonatos, de Copa. Claro que tenho meu time, que tenho minhas certezas de torcedor, mais por herança familiar do que por qualquer outra coisa.
Confesso que, em muitas Copas, quando liberado do trabalho para ir para casa assistir aos jogos, fui para o cinema ver um bom filme, ou para um sebo garimpar livros.
Todavia, confesso que desentendo tanta celeuma contra a Copa no Brasil. Muitos apregoando motivos estranhos, oportunistas, para menosprezar um evento de tamanho porte. Muitos contribuindo para uma imagem negativa do país em que vive. Ah, e não me façam tentar crer que isso é patriotismo, não me venham convencer do que detonar com seu próprio país é desejar o bem dele. 
Confesso que ando com paciência pouca para isso. Fico querendo saber se, caso a Copa não tivesse vindo para o Brasil, se os mesmos detratores dela não estariam furiosos, fazendo manifestações, em virtude de o governo não ter tido jogo de cintura para atrair olhares para o nosso país. Creio que muitas manifestações não desejam o bem comum, mas apenas anseiam pelo poder. Só. Mais nada.
Vejo poucas proposições e muitas provocações. Vejo pouca construção e muita baderna.
Assim, só posso confessar mais isso: vou torcer para o Brasil. Vou pegar bandeira, vou estourar pipocas, vou sentar diante da tevê e gritar muito a cada gol brasileiro, a cada vitória de nossa seleção. Vou ficar desejoso do hexa. Não por que goste de futebol, mas porque adoraria ver essa gente calada na expectativa do próximo gol.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Muito do que.

           Muito do que me cerca não dá conta da forma como percebo o mundo, as pessoas, as coisas. Muito do que me rodeia, por vezes, parece me conceder uma aura de desajuste. Não no sentido marginal da palavra, pensada numa perspectiva social. Não. É mais, acho. A coisa é sentida no nível das ideias, na percepção do ser e do estar no mundo. Isso deve ser bom. Deveria, pelo menos. Afinal, muitos defendem a diversidade, a alteridade. Ela como caminho para o encontro com o outro. Acredito em tudo isso: na alteridade, na diversidade, na diferença que cada ser traz em si. Porém, acho que o que penso vai além disso: quer falar de um sentimento de estar no mundo, de concepção do mundo, de estabelecimento da relação com o altero.
           Por vezes, olho para a vida e vejo tão poucas pessoas irmanadas ao meu sentir.
       E, confesso, isso acaba por me trazer uma certa sensação de que algo está fora da ordem. Pelo menos, da minha ordem.
          Uma madrasta assassina seu enteado e isso assombra a sociedade, mas não elimina a possibilidade de que outros Bernardos morram, assim como ocorreu com a menina Nardoni. No caso gaúcho, a sociedade foi conivente: permitiu que o garoto ficasse sob os cuidados do pai, que não selava por ele, em detrimento do apelo da avó; permitiu que ele ficasse fora de casa, sem permissão de entrada, até que o pai aparecesse; permitiu que, mesmo o menino reclamando dos maus tratos, seguisse sendo maltratado. Até que.
            Um torcedor atira uma banana contra um jogador negro, este, a fim de menosprezar o ato, come a banana. Então, alguns veem seu ato como aceitação da pecha de macaco. Como se rir do preconceito (ou minimizá-lo) fosse saída para o fim da discriminação, para o término de atitudes homofóbicas, discriminatória, genofóbicas. A atitude do jogador sendo aproveitada pela mídia, com camisetas cujo slogan "somostodosmacacos" passa a ser slogam anti-racista. Como assim?
             E a sensação de ser turista num mundo não meu lateja no peito.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A paciência me falta

Confesso. 
Confesso que ando sem paciência. Ela se faz de rogada e, por vezes, jura que me abandonará. Eu até que a entendo. Difícil tê-la diante do tanto que se vê, que se ouve, que se lê. Me impressionam pessoas que não têm olhos de ver. Me assustam pessoas que são incapazes de espiar por sobre o muro e perceber que há um outro mundo sendo gestado: ficam imóveis, meros ventríloquos a repetirem o que aqueles que acreditam apenas que o poder deve ser delas, que defendem o próprio umbigo, que propagam seus interesse como se verdade fosse. Mas não é. É apenas a verdade que eles apregoam como verdadeira. Há outra, uma mais consistente, uma que encontra eco nos olhares daqueles que sempre foram violentados pelo poder. Agora, o protagonismo se agiganta. E isso apavora os que sempre mandaram a partir da sua lógica exclusivista, sectária.
Que estes criem inverdades, até entendo. Porém, minha paciência se esgota, quando percebo que os mais explorados, os sempre explorados, aceitem ser marionetes nas mãos de quem sempre os humilhou em seus direitos. E gritem contra si mesmos, e lutem a favor de quem os oprime.
Confesso.
Confesso que fico pasmo, fico enojado. Sofro.
E hoje quero permitir que a paciência se aparte de mim.

domingo, 12 de maio de 2013

Não sou mãe

Não sou mãe.
Nunca fui mãe. Nunca gestei no meu dentro um outro ser. Nunca de meu seio saiu a seiva que alimentaria uma vida. Não sou mãe.
Sou pai.
E, como pai, o protagonismo nos inícios das vidas de minhas pequenas nunca me coube. Ser pai é dez; ser pai é poder partilhar a vida de um ser que tem um tanto de nós; ser pai é alimentar, junto com a mulher que se escolheu para amamentar a vida e os sonhos de nossos rebentos, possibilidade.
Mas ser pai não é ser mãe.
Há uma simbiose mágica entre aquelas que gestam, que geram, que parem com os filhos gestados, gerados, paridos. Mães e filhos - para o bem e para o mal - mantêm entre si laços que vão além da relação afetiva. Muito antes da luz, muito antes dos olhos se abrirem e da vida fazer-se conhecimento, no que tem de alegria e de dor, as mães já estavam lá. Dentro delas, é que a vida se faz; fora delas é que a vida se configura.
Mães são seres necessários. Não apenas para que vidas novas surjam. Mas também para que pais possam existir.
Sou pai, porque um dia, uma mulher especial resolveu partilhar seu sonho de dar à luz comigo. Sou pai graças à existência de uma mãe.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Mais uma confissão

Ando pouco fiel em matéria de leituras. Aliás, a fidelidade é cada vez mais rara. Quero ler tudo e o tempo sempre conspira contra. Assim, sigo envolvido (menos do que pretendia) com "Caim", do Saramago; com "Trilogia de Nova York", do Paul Auster; com "O zen e a arte da escrita", do Ray Bradbury; com "Dentro da baleia", do George Orwell (indicação do Nícolas Nardi) e "O menino que não queria ser príncipe e outras histórias encantadas", de Georgina Martins. Ah, e sei que já anda me querendo (ou eu a ele) o livro do Ondjaki, "Avó Dezanove e o segredo do soviético". Não sei se isso é bom (li matéria jornalísticas, dessas de descobertas estupendas, que revolucionam o mundo, que diz que para o cerébro, ler mais de uma história ao mesmo tempo, faz bem. Desconheço o poder desta verdade científica, só sei da minha necessidade de experimentar um pouco de cada amor, um tanto de cada desejo literário. Tenho sido leitor de vários corações.
E, confesso, até acho bom. Cada amor tem lá seus atrativos. Cada amor conduz ao prazer e à lágrima. Cada amor tem seu jeito de amar e de se deixar amar. Pulo das páginas de um, para as de outro, vou lendo conforme meu coração pede, dita, grita. E gosto. Tenho vários ao mesmo tempo, mas quando me entrego, naquele momento preciso, a um deles, sou só entrega. Mais nada.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Outra confissão

Confesso: dificilmente fico um dia sem entrar no facebook. 
Mas, eu não uso o face para jogar. Sei que tem gente que ocupa (ou gasta) seu tempo se divertindo através dos tantos jogos disponíveis. Eu não. Uso  o face para postar ideias, para trocar ideias, para contestar ideias. Uso-o para reencontrar amigos, para fazer amigos, para homenagear amigos. Uso-o também para dizer como me sinto, para divulgar o que sinto, para saber como meus amigos se sentem. Uso-o para falar de livros, para saber de lançamentos de livros, para indicar livros. Enfim, as finalidades muitas. Todavia, jogar não jogo. E, também, não suporto aquelas mensagens prontinhas que nada contribuem comigo.
E como tem gente que gosta.

domingo, 16 de dezembro de 2012

As surpresas do sábado

E o sábado foi fechar de semana, fechar de ciclo. Com ele, seu tanto de ausência, seu outro tanto de surpresas: o abraço de um amigo, o telefonema de um afeto, a palavra repleta de poesia, a promessa bem urgente de algo mais, a filha que bate asas ao encontro do amado. A vida é mesmo (e só) possibilidades.
Pois foi-se o sábado como vão as lágrimas. Outras virão; outros sábados também. Hoje é domingo. E isso parece ser bom

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A esperança da sexta

A sexta veio! É quatorze, não treze. Sextas 13, dizem, atraem coisas não boas, atraem seres de mundos outros. Já as 14 não sei o que trazem, contra quem conjuram. Apenas sei que agora, bem próximo das 18, esta (que é 14, não 13) traz promessas, esperanças: traz o canto de um pássaro lá fora, traz o sonho de uma adolescente lá na sala, traz o encontro com muitos jovens e crianças leitoras, traz o desejo de me verter em palavras.
E que estas palavras sexta-feirinas, mesmo mergulhadas na dor do viver, possam ser broto verde, daqueles que enchem a gente de sonho e do desejo de mais e mais amor.
A sexta veio. Mas partirá, eu sei. E, mesmo assim, não trago o coração desesperançado.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

As línguas da quinta

Era uma vez uma quinta-feira: quinta nem tão igual como as tantas outras já sumidas no tempo; quinta que sempre imporá lembranças não queridas; quinta que será para sempre.
Era uma vez uma quinta-feira, e ela veio como todas as outras, em pingos de chuva, arremedo das lágrimas vertidas, sentidas, incontinentis.
Era uma vez uma quinta-feira: quinta de possibilidade de afetos; quinta que, embora tenha trazido adeus, trouxe também encontros.
No tempo do era uma vez, toda a quinta será memória do tempo em que aquele que se foi era herói e seu cavalo falava toda e qualquer língua.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O vazio da quarta

A quarta.
A quarta trouxe a perda, foi-se no se fazendo ausência e, por criar vazio, será sempre lembrança e lágrima. A quarta.
Há dias que se perpetuam na memória, quer por serem remédio amargo, dor profunda, alegria desmedida. Mas sempre e, apenas, agora, lembrança.
E lembranças não preenchem faltas.
A quarta morre.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A desesperança da terça

E a terça-feira foi devorada também. Um sopro de amanhã jogou-se sobre ela, sopro que arvorou desesperança, que arquitetou amanhãs cuja força esmorece.
A terça foi sugada pelo tempo. E deixou atrás de si um tanto de dor, um tanto de lágrima, outro tanto de adeus.

As águas da segunda

E a segunda também se foi.
Foi-se como as águas de um mesmo rio a enganar com sua inexistente constância. Sempre outras; outras águas sempre. O que fica, afinal, (se é que algo se perpetua) no repetitivo fluir do rio é apenas a memória do surpreendido: um reflexo fugido do sol; um agito de peixe ou de sereia; o leve ondular de uma folha órfã de árvore; uma mão estendida ao náufrago.
Apenas nem sempre é menos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

As pombas do domingo

Vai-se um domingo, como vão-se as pombas do pombal. O voo é lindo, no entanto deflagra uma ausência de arrulhos.
Ficamos, pois, inertes a observar o momento que passa, sem outra opção que não apenas tentar guardá-lo como lembrança. E esse ir é constante, sempre e sempre. Vamos nos enganando, fingindo não ver a ruga que marca o tempo no rosto, a neve que tinge um e outro fio de cabelo, o corpo que já não tem o viço de antes. Seguimos em frente, porque nada mais resta mesmo senão seguir. Guiados pela mera ilusão de que somos senhores do tempo.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Quarta confissão

Confesso. Estou aqui hoje, incentivado pela chuva que cai lá fora, para confessar.
Sou capricorniano. Isso é sabido. Se não pelo tanto que apregoo isso, pela conferência da data em que nasci. Mas a confissão não é essa: sou capricorniano e uso desta premissa para referendar pensamentos, posicionamentos. Ao faltar a argumentação, me escondo na conjunção astral no momento de meu nascimento. E isso, se não justifica ações, pelo menos as explica.
Pois sou capricorniano e, por sê-lo, tenho esse viés racional, esse jeito de ver a vida sem muita emotividade. Sim, choro. Sim, me decepciono. Sim, me irrito e me indigno com certas coisas. Mas a armadura do capricorniano me impede de sucumbir, de me decepcionar totalmente. Afinal, lá dentro, bem no fundo, já havia um espaço para a presença da decepção, visto que ninguém, ninguém mesmo, por mais que se esforce, conseguirá suprir todas as expectativas de alguém.
Há males perdoáveis, penso. Mas há outros que fazem com que o bom capricorniano, apesar de não esquecer os bons momentos vividos (sou homem de memórias), impede que a convivência seja desejo novamente.
Não decepcione um capricorniano, se a presença dele for importância pra você (parece, esta última frase, um conselho de auto-ajuda, confesso, mas escrevo mesmo assim).
Sou capricorniano, confesso.

domingo, 25 de setembro de 2011

Terceira confissão

Confesso. Creio que blogs servem para isso mesmo, creio que o aqueles que acessam a rede querem mesmo é confisões. Assim, dou aos meus leitores, aos meus seguidores, a quem se deparar com este blog confessional-bissexto o que desejam: batidas no peito, rituais de confissão.
Pois seguem duas.
É isso mesmo: duas confissões, uma logo após a outra, ou uma bem do ladinho da outra. Confissões que têm a ver com televisão, com gosto televisivo. Pois aí vão. Ah, e não me queiram mal por isso.
1ª confissão televisiva: Amo novelas! Adoro acompanhar aqueles desfechos previsíveis, adoro ficar adivinhando "o quem matou?", me envolvo com as pesonagens caricaturais (às vezes uma ou outra se salva, desde que não interpretadas pela Carolina Dieckman ou pela Regina Duarte). Ah, e sei nomes de novelas antigas, tramas, principais personagens. Em Passo Fundo, descobri um grande autor brasileiro que tem esse mesmo gosto inusitado. Foi surpresa e, ao mesmo tempo, identificação.
2ª confissão televisiva: Curto um monte concursos de misses. Acho um barato aquele glamour todo. Fico torcendo pela gaúcha, pela brasileira, fico tentando adivinhar quem desfilará pela passarela com a coroa e o cetro. Há vezes em que acerto. Podem acreditar!

Bem, me desnudei mais uma vez, revelei meu lado Hyde televisivo. Me sinto mais aliviado. Confesso!