sábado, 19 de julho de 2008

Meu pai não mora mais aqui: sessão de autógrafos

Foi dia 12, um sábado de sol, que meu novo livro nasceu oficialmente. Sessões de autógrafos têm um pouco disto: ser meio que certidão de nascimento. Muitos os amigos que apareceram para aquele abraço necessário, a fim de que o escritor não se sinta ser desamparado atrás de uma mesa. Bom criar histórias, bom vê-las publicadas, bom ter amigos. Surpresa bacana também o projeto gráfico da Rex Design, que produziu um livro bonito, que convida à leitura. Visual de todos os livros da Coleção Histórias Descoladas, que a editora Biruta, este ano, põe no mercado. São seis os textos, seis os autores: A maldição do olhar, de Jorge Miguel Marinho; A última guerra, de Luiz Brás & Tereza Yamashita; Brincos de ouro e sentimentos pingentes, de Luiz Antonio Aguiar; O segredo do tempo, de Sandra Pina; e Baratinada, de Marília Pirillo. Abaixo, foto do lançamento de Meu pai não mora mais aqui





Meu escrever

No encontro com leitores, sempre surgem muitas perguntas e estas, por vezes, nos fazem pensar sobre o próprio processo da escrita. Foi assim no Colégio Piratini, em Porto Alegre. Perguntaram-me sobre o entrar no personagem. Aquela idéia sobre o personagem ganhar vida. Falei-lhes sobre a proposta do Dufrenne, que diferencia o poeta inspirado do poeta artesão. O primeiro, mero títere nas maõs de uma força (quase divina) chamada inspiração. O outro, artífice de seus mundos ficcionais, ele a mão que dá forma aos destinos de seus personagens.
Mas...
eu não acredito no personagem que comanda o autor. Há — a meu ver — um processo racional no ato da escrita. Eu, o comandante, não delego a ninguém, muito menos aos personagens, a condução da história. Levo-os aonde desejo que vão. Sou a mão condutora. Há um destino traçado por mim que deve ser cumprido, e a caminhada de meus seres ficcionais seguirá nesta direção.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Meu pai não mora mais aqui

Caio Riter lança “Meu pai não mora mais aqui”

Dia 12/julho/2008, a partir das 17h
Letras & Cia Livraria – rua Osvaldo Aranha, 444

Caio Riter lança, no dia 12 de julho, novo livro dedicado ao público jovem. Em Meu pai não mora mais aqui (ed. Biruta), o autor aborda o universo de perdas representado pela separação dos pais e pela morte. Num texto polifônico, em que as vozes adolescentes se diferenciam por sutis nuances, Letícia e Tadeu contam os seus amores escondidos, os afetos e desafetos pelo mundo adulto, as curtições e as carências, a separação entre pessoas queridas e a amizade; até mesmo o próprio sentido da vida e da solidão é questionado. Mas, embora mergulho na intimidade adolescente, o texto — num projeto gráfico ousado, de autoria Rex Design, com ilustrações de Gustavo Piqueira e Samia Jacintho — abre também espaço para questões peculiares ao mundo adolescentes, tais como disputas entre amigos, ficações, namoros, música e esporte.
A história, segundo o autor, nasceu das trocas, via msn, que teve durante alguns meses com um leitor, o Tadeu Fiorentin, morador em Nova Bassano-RS, que, aos poucos, foi lhe desenhando o retrato de um dos protagonista.



terça-feira, 8 de julho de 2008

Patrono da EM Décio Martins Costa

Dia 02 de julho foi momento de encontro com a leitura na escola Décio Martins Costa, em Porto Alegre. Eu, o patrono da 8ª Feira do livro, meio a crianças alegres e motivadas para a leitura. Muita música, muitas apresentações e muita troca. Pessoal que curte a leitura. Na noite, um encontro com os professores, momento de partilha e de encontro em que a leitura era o prato principal.

O depoimento:

Nossa escola está em festa!!!! É a semana da 8ª Feira do Livro e nosso patrono é o escritor Caio Riter. Na última quarta-feira, dia 02 de julho, foi a abertura da feira com a presença do escritor. Apresentações, homenagens, e uma conversa muito legal com o autor homenageado. Nossa turma elaborou um texto coletivo, falando sobre o evento. Aqui está..." Na 8ª Feira do Livro da E. M. Décio Martins Costa o autor homenageado é o Caio Riter. Os alunos se reuniram no salão da igreja e fizeram algumas apresentações. Tinha teatro, canções, a banda mirim da escola, declamação de poesias.O Caio Riter contou algumas histórias engraçadas. Depois os alunos fizeram algumas perguntas. Ele brincou com as crianças e com os professores.Nossa turma achou que o Caio Riter ficou feliz com todas as apresentações e gostou e de ser o patrono da feira.Para homenagear o autor nós apresentamos uma canção chamada Noite de São João, na abertura da feira e fizemos um painel com trabalhos de recorte e colagem sobre o livro "Teiniaguá A Princesa Moura Encantada", que está exposto no auditório, onde a feira está acontecendo

Em Gramado: Colégio Cenecista

Abaixo, seguem foto e depoimento sobre minha visita ao Colégio Cenecista Visconde de Mauá, onde encontrei leitores extremamente atentos, que mergulharam em meus mundos literários, orientados pelas professoras, com uma profundidade ímpar. Leram A cor das coisas findas, Atrás da porta azul e A dobra do mundo, todos publicados pela WSEditor. Momento rico, de troca!

O depoimento:

Escritor em sala de aula

No dia 19/06/08, o escritor Caio Riter visitou o Colégio Cenecista Visconde de Mauá e realizou encontros individualizados com as turmas: 5ª, 6ª, 7ª e 8ª séries.
O escritor que é Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo; tem Licenciatura em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas; mestre em Literatura Brasileira e doutorado em Literatura Brasileira (em andamento); professor de Literatura nas Faculdades Porto-Alegrenses e de Língua Portuguesa no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho/ POA, assistiu a trabalhos que os alunos das séries referidas fizeram, após as leituras das obras: “Atrás da porta azul” (5ª); “A cor das coisas findas” (6ª); “A dobra do mundo” (7ª e 8ª). Foram apresentações dramatizadas, cantadas e aprofundadas em forma de debates.
A manhã de quinta-feira ficou mais “quentinha” e cultural, à medida que o corpo discente mostrou que leitura é a base do conhecimento e que causa a descoberta de novos horizontes. Neste processo educativo, segundo o autor, é de suma importância a participação do professor, que interfere e esclarece aquilo que é lido. Conforme as palavras de Caio Riter: o professor é o farol que fornece a luz do conhecimento e dá à leitura o seu devido significado de desdobrar as dobras do mundo, definir a cor das coisas findas, descobrir o que há por trás de portas azuis ou de qualquer outra cor.
As professoras de Língua Portuguesa Anabela Sartori (5ª e 7ª) e Cleidiara Feiten (6ª e 8ª), afirmam que foi uma atividade gratificante e que as mesmas obras serão ainda defendidas e explanadas na III Conferência Literária CNEC, que acontecerá em julho/2008.
Os alunos declararam que sempre é bom conhecer personalidades literárias e que se tornam mais prazerosas atividades como esta, de leitura, esclarecimento de questionamentos com o próprio escritor e idealizador da obra.

A foto: