No facebook, lancei a série Definições. Lanço um termo e peço que meus amigos o definam. A melhor definição ganha um livro. Um livro meu, é claro. Abaixo, a primeira vencedora. O tema era Namorar é...
A Ana Cecília Romeu ganhou o livro com a seguinte definição: Namorar é na(morar) na alma do outro.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Encantamentos
Muitas andanças acabam por impedir que o tempo necessário seja para o tanto de palavras que me decidi a lançar: livros, aulas, palestras, site, blogs, facebook. O tudo vai tomando, e muitos sins acabam sendo dados, quando a sabedoria estaria em dizer não. Mas como viver quando o chamado para falar de leitura acaba sendo maior do que o desejo de ficar quietinho, apenas construindo mundos ficcionais? Sou aceite. Que mais poderia?
Lembro que, quando os primeiros sinais do desejo de ser escritor me tomava, sempre pensava em ser um escritor que existisse. E, para mim, autor e livro que existem são aqueles que são lidos, que são partilhados, que oferecem-se ao diálogo. E troca, diálogo sempre acabam por promover encantamentos.
Alguns encantamentos então nesse tempo de silêncio no blog:
1. Leitores: muitas feiras, muitas escolas, muitos municípios, e sempre uma pergunta querida, sempre um olhar de brilho diferente, sempre um beijo estalado na bochecha. Tudo dizendo uma coisa só: Gostei de você, gostei do seu livro. Escreve mais.
2. Dorian Gray: ando envolvido também com o universo das adaptações. Confesso que era desejo antigo, mas ao mesmo tempo desafio que metia medo. Adaptei "O corcunda de Notre-Dame", "Aladim e a lâmpada maravilhosa", e agora, quentinho nas livrarias, minha versão para "O Retrato de Dorian Gray". Adorei. Gosto de ser ponte entre o leitor e os clássicos. Peço a bênção para o autor e mergulho em seu universo, na vã tentativa de me apagar para que o o escritor possa não ser maculado.
3. Rio de Janeiro: estive lá não faz muito. Retorno difícil (vejam novela no facebook). Mas, sei lá, o Rio, digam o que quiserem, possui uma atmosfera diferente (creio que toda a cidade tenha lá seus cheiros, seus aromas, suas gentes, suas peculiaridades). Ver a cidade lá de cima do Pão de Açúcar foi coisa de fiar guardada pra sempre na memória.
Lembro que, quando os primeiros sinais do desejo de ser escritor me tomava, sempre pensava em ser um escritor que existisse. E, para mim, autor e livro que existem são aqueles que são lidos, que são partilhados, que oferecem-se ao diálogo. E troca, diálogo sempre acabam por promover encantamentos.
Alguns encantamentos então nesse tempo de silêncio no blog:
1. Leitores: muitas feiras, muitas escolas, muitos municípios, e sempre uma pergunta querida, sempre um olhar de brilho diferente, sempre um beijo estalado na bochecha. Tudo dizendo uma coisa só: Gostei de você, gostei do seu livro. Escreve mais.
2. Dorian Gray: ando envolvido também com o universo das adaptações. Confesso que era desejo antigo, mas ao mesmo tempo desafio que metia medo. Adaptei "O corcunda de Notre-Dame", "Aladim e a lâmpada maravilhosa", e agora, quentinho nas livrarias, minha versão para "O Retrato de Dorian Gray". Adorei. Gosto de ser ponte entre o leitor e os clássicos. Peço a bênção para o autor e mergulho em seu universo, na vã tentativa de me apagar para que o o escritor possa não ser maculado.
3. Rio de Janeiro: estive lá não faz muito. Retorno difícil (vejam novela no facebook). Mas, sei lá, o Rio, digam o que quiserem, possui uma atmosfera diferente (creio que toda a cidade tenha lá seus cheiros, seus aromas, suas gentes, suas peculiaridades). Ver a cidade lá de cima do Pão de Açúcar foi coisa de fiar guardada pra sempre na memória.
sábado, 28 de maio de 2011
Recado de leitora
Professor!
Fui sua aluna na FAPA (se eu não recordo o ano, não vou pedir para que se lembre de mim ). Pois bem. Muito mais do que essa tentativa de reconhecimento, quero parabenizar-lhe pela maravilha que li nesta tarde. Minha escola, também por minha aprovação, escolheu Caio Riter como autor deste ano do nosso Projeto Fome de Ler.
Leciono em uma das unidades da Ulbra e, para este projeto, estamos selecionando obras suas para as turmas de Fundamental II e Médio. "O outro passo da dança" traz uma sutileza, uma maestria com a arte das palavras, a estrutura...
Fiquei profundamente tocada! Muito obrigada por este momento.
Grazieli Madeira Vieira
Fui sua aluna na FAPA (se eu não recordo o ano, não vou pedir para que se lembre de mim ). Pois bem. Muito mais do que essa tentativa de reconhecimento, quero parabenizar-lhe pela maravilha que li nesta tarde. Minha escola, também por minha aprovação, escolheu Caio Riter como autor deste ano do nosso Projeto Fome de Ler.
Leciono em uma das unidades da Ulbra e, para este projeto, estamos selecionando obras suas para as turmas de Fundamental II e Médio. "O outro passo da dança" traz uma sutileza, uma maestria com a arte das palavras, a estrutura...
Fiquei profundamente tocada! Muito obrigada por este momento.
Grazieli Madeira Vieira
sábado, 14 de maio de 2011
Sobre a escrita 4
Não tenho nenhum ritual que me faça mergulhar no universo da escrita. Não sei se por ser capricorniano e ter nascido sobre o signo da racionalidade, não sei se por acreditar que o melhor caminho é planejar, não sei, o fato é que não acredito na ideia de que para escrever são necessários determinados rituais. Não preciso nem mesmo do tão apregoado isolamento. Necessito apenas, e tão somente, de um esquema norteador e de saber para onde vão meus personagens.
Palavra de professora
Quando se escreve, perde-se a noção de que caminhos nossas histórias trilharão até chegarem ao coração dos leitores. Assim, partilho as generosas palavras da professora mineira Inês, que recebi nesse sábado cinza.
Prezado Caio,
sou professora de língua portuguesa da rede pública de Minas Gerais.
Há três anos desenvolvo o projeto Confissões de um "Bixo Grillo", nesse projeto os alunos escreve em um diário.Uma aluna ao encontrar seu livro MEU PAI NÃO MORA MAIS AQUI, na biblioteca da escola onde leciono para alunos do primeiro ano do Ensino Médio, ficou encantada e fez-me ficar encantada também.Parabéns por saber falar a língua dos nossos jovens.Seu livro deixou-me muito contente com o o projeto Confissões de um "Bixo Grillo", afinal os diário de Leticia e de Tadeu mostraram-me que ser professora vale a pena.
Inês Gonzaga.
Prezado Caio,
sou professora de língua portuguesa da rede pública de Minas Gerais.
Há três anos desenvolvo o projeto Confissões de um "Bixo Grillo", nesse projeto os alunos escreve em um diário.Uma aluna ao encontrar seu livro MEU PAI NÃO MORA MAIS AQUI, na biblioteca da escola onde leciono para alunos do primeiro ano do Ensino Médio, ficou encantada e fez-me ficar encantada também.Parabéns por saber falar a língua dos nossos jovens.Seu livro deixou-me muito contente com o o projeto Confissões de um "Bixo Grillo", afinal os diário de Leticia e de Tadeu mostraram-me que ser professora vale a pena.
Inês Gonzaga.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Palavras-presente
Escrever para crianças e para adolescentes sempre é possibilidade de boas surpresas, por vezes, sem nem esperarmos, recebemos presentes em forma de palavras via e-mail, como o da Gabriela, aluna do Colégio Anchieta, aqui de Porto Alegre, que leu meu livro "Viagem ao redor de Felipe" (Ed.Projeto). Valeu, Gabriela!
Caro Caio
Eu me chamo Gabriela e tenho 11 anos. Quero, desde pequena, ser uma escritora. Quando decidi isso, no alto dos meus seis anos (ou seja, assim que aprendi a ler e escrever), comecei a inventar mil histórias. Umas eram só de uma página, outras nem sequer tinham três parágrafos... Quando fiquei um pouco mais velha, lá pelos nove anos, eu conclui que todas as minhas histórias não tinham fim e eu não podia ser uma escritora. De fato, elas não tinham, mas o que eu não sabia era que eu precisava de uma boa ideia; assim, teria uma boa história. Então parei de escrever. Fiquei dos nove até os onze anos sem nem sequer pensar em ser escritora.
Então, no dia 15 de abril de 2011, uma sexta-feira, você foi dar uma palestra no Colégio Anchieta. Vários outros escritores já tinham feito isso, mas foi você quem me chamou mais atenção. Quando cheguei em casa, no mesmo dia, encantada com suas histórias, lembrei-me do meu antigo sonho e comecei a escrever. E esta história surgiu de uma ideia tão boa que teve fim. É um esboço de história por enquanto.
Já comecei a aperfeiçoá-la e está ficando boa. Então, eu queria agradecer do fundo do meu coração a você, Caio, que fez uma grande diferença para mim. Já que você fez uma coisa tão boa sem nem saber, achei que eu tinha a obrigação de te contar. Então, muito obrigada por tudo.
Caro Caio
Eu me chamo Gabriela e tenho 11 anos. Quero, desde pequena, ser uma escritora. Quando decidi isso, no alto dos meus seis anos (ou seja, assim que aprendi a ler e escrever), comecei a inventar mil histórias. Umas eram só de uma página, outras nem sequer tinham três parágrafos... Quando fiquei um pouco mais velha, lá pelos nove anos, eu conclui que todas as minhas histórias não tinham fim e eu não podia ser uma escritora. De fato, elas não tinham, mas o que eu não sabia era que eu precisava de uma boa ideia; assim, teria uma boa história. Então parei de escrever. Fiquei dos nove até os onze anos sem nem sequer pensar em ser escritora.
Então, no dia 15 de abril de 2011, uma sexta-feira, você foi dar uma palestra no Colégio Anchieta. Vários outros escritores já tinham feito isso, mas foi você quem me chamou mais atenção. Quando cheguei em casa, no mesmo dia, encantada com suas histórias, lembrei-me do meu antigo sonho e comecei a escrever. E esta história surgiu de uma ideia tão boa que teve fim. É um esboço de história por enquanto.
Já comecei a aperfeiçoá-la e está ficando boa. Então, eu queria agradecer do fundo do meu coração a você, Caio, que fez uma grande diferença para mim. Já que você fez uma coisa tão boa sem nem saber, achei que eu tinha a obrigação de te contar. Então, muito obrigada por tudo.
sábado, 16 de abril de 2011
Outras palavras 24: João Gilberto Noll
Assinar:
Postagens (Atom)