sexta-feira, 11 de julho de 2014

Fazer-me palavra.

Por vezes, teço neste espaço algumas confissões. Sei que o confessar-se tem seu tanto de revelação, de busca de entendimento, de tentativa de compreensão do outro e, claro, de nós mesmos. Vai se saber.
O fato é que me revelo ou me confesso.
Gosto (por vezes acho que até demais) de enveredar pelas páginas do Face. Escrevo o que penso, evito compartilhamentos (apenas os que me enchem da necessidade de), porque acredito que na minha página deva postar comentários meus sobre o viver, sobre o ser, enfim, são apenas minhas percepções. Sei que outras existem, muitas, e tantas diversas das minhas. Algumas dialogantes; outras amparadas em bases tão distintas que a conversa não tem como existir. Cada um agarrado às suas verdades; alguns tão cegos por elas que usam as palavras de forma violenta, virulenta.
As redes sociais - e neste sentido creio que o Face tem se mostrado mais revelador que o falecido Orkut - são espelhos de quem posta, compartilha, curte. E, confesso, alguns posicionamentos me assustam. Não apenas por serem contraditórios a tudo em que eu acredito. Mas, sobretudo, por serem cegos para o outro, para a realidade do outro, para a necessidade do outro, para a alteridade do outro.
E o que me resta, senão apenas confessar tal preocupação? 
Fazer-me palavra, mesmo que me hostilizem, ou me bloqueiem, ou.

Um comentário:

Elisangela Bertotti disse...

Então que venham mais palavras para saciar nossas inquietantes mentes em formação.
Suas palavras revelam o escritor brilhante que você é. Lis.