segunda-feira, 30 de junho de 2008

Livro novo vem aí

Livro novo é sempre emoção em suspenso: mundos criados que deixam de ser apenas nossos para ganhar outros corações. E tomara que ganhe mesmo. Abaixo, o convite:


domingo, 29 de junho de 2008

Gente Nova 7 - Anderson Lucarezi

O Anderson Lucarezi é paulista. Faz Letras e envereda pelo caminho da literatura, com poemas e crônicas.

(O beijo, de August Rodin)

Beijo
as nossas línguas,
em comunhão,
disseram tudo
sem falar nada.

Retratos de Caio - 3

Estive na feira do livro do colégio Americano, aqui em Porto Alegre. Encontro com os leitores da 5ª série, orientados pela professora Denise, que indicou a eles o meu livro O menino do Portinari, da Escala Educacional. Uma história de mistério envolvendo um quarteto de adolescentes especiais: a Teresa, o Jotapê, a Mariana e a Ana Maria. Bom, mas tava lá trocando idéias com eles, e, quando terminamos o bate-papo, um garoto, o Felipe, aproximou-se e me entregou um retrato. Olha só: enquanto eu falava, ele me desenhava. Assim, mais um retrato pra série.
Acompanhava uma cartinha: "Caio, nós, da turma 51, gostamos muito de sua visita aqui no colégio e do seu livro. Gostaríamos que voltasse para conhecê-lo mais. Estamos dando este desenho que fizemos para você se lembrar da nossa turma".

sábado, 28 de junho de 2008

Caio Leitor 8 - Um estrangeiro olhar sobre a vida

Bom, instigante, incomodativo, é o texto O Estrangeiro, de Camus. Nela, a morre daquele que olha o comum sob ângulo diverso. Meursault, o protagonista, é verdadeiro, não sonega o que é, não afiança outras certezas que não as suas. Vê a vida de forma tão simples e, no entanto, ao subverter os ditames, perde literalmente a cabeça. A vida, uma grande mentira com a qual L´étranger não compactua. Sim, só tinha isto. Mas, ao menos, agarrava esta verdade, tanto que esta verdade se agarrava a mim. Tinha tido razão, ainda tinha razão, teria sempre razão. (p.120).
O Estrangeiro vai sendo engolido pela ficção urdida para e pela sociedade. Universo meio matrix. O absurdo do mundo e das relações que vão falseando a verdade. E, por ser fiel a si, Meursault pagará com a vida. No fundo, um desajustado. Mais do que ser punido por um assassinato, o será por não sentir aquilo que foi programado para sentir. Meursault, numa apatia sem par, diante das imposições, nutre a vontade de não perder a essência, busca ser verdadeiro, íntegro. Momentos há, no entanto, em que a aparente apatia cede lugar a uma raiva visceral. Quer quando assassina o árabe, quer quando sacode o padre com suas “verdades perfeitas”, como diria a Adriana Calcanhoto.

Viver, pois, tem um tanto de trágico. Um tanto de surpresa trágica, diria até. E de revelação sobre até onde um homem pode chegar, levado pelas contignências de ser.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Em Canoas 2: Colégio Rondônia

No dia 12 de junho, participei da IV Feira do livro do Colégio Rondônia, em Canoas. Momento bom de troca, coordenado pela professora Solange Santos, uma iluminadora de leitores. Aquele tipo de pessoa que, mesmo em meio a dificuldades, acredita no sonho de transformar seus espaços em comunidades de leitores. Legal isso. E legal também que, na Rondônia, ela encontrou outros parceiros-sonhadores. Meu carinho e meu agradecimento à acolhida a mim e aos meus personagens. Abaixo, algumas cenas da Feira.


Em Canoas 1

Hoje, iniciou a 24ª Feira do livro de Canoas. Ano passado estive por lá, conversando com leitores. Este ano, relanço livro da Paulinas.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Outras palavras 8 - Otto Lara Resende


Definição do conto? É a suma de um momento ou de uma situação, expressa em linguagem ficcional. Como o poema, tem de ser pessoal, capaz de dar notícia do universo do autor (...) Somos incompletos. Para nos completar, tentativa inútil, escrevemos. Ou fazemos arte. Ou seja lá o que for. É a morte que nos empurra e nos desafia.

Retratos de Caio - 2

O pessoal da EMEF Mario Quintana, aqui de Porto Alegre, se empolgou. Olhem aí outra faceta minha criada por eles.

sábado, 21 de junho de 2008

Palavras 13


CASA - Construção interior da gente. Às vezes, firme em sua arquitetura de rocha; outras, frágil, feito brinquedo de papel, bibelô de cristal.

Retratos de Caio - 1

É impressionante como a figura do escritor ainda atiça a curiosidade dos pequenos leitores. Em minhas andanças por diferentes cidades do RS, é comum atividades ou iniciativas próprias de alguns alunos que tentam "adivinhar-me" ou retratar-me. Creio que isto deva acontecer com todos os escritores que participam de encontros literários. Há um certo fascínio pela figura daquele que inventa histórias, de cria poesias, que dá asas à imaginação e, muitas vezes, vai ao encontro do coração do leitor, ao problematizar problemas muitos. Comigo, quando criança (e creio que até hoje), o mesmo ocorre: há uma esfera de magia que circunda meus autores preferidos, sobretudo aqueles com quem não compartilho o cotidiano.
Assim, inauguro, hoje, com o desenho do Rafael, da escola municipal Mario Quintana, um novo marcador: Retratos de Caio, que visa a revelar as diferentes representações de mim. Seguem junto, uns versos.

Caio Riter gosta de escrever
livros para a criança aprender
e com sua imaginação mexer
e assim reescrever
para suas histórias entender
e assim poder saber
e cada vez mais gostar de ler
para a alegria renascer

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Reinações do Pequeno Príncipe


No Correio do Povo

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, SEXTA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2008


Dia de autógrafos para Caio Riter

O escritor porto-alegrense Caio Riter, autor do livro 'O menino do Portinari', bibliografia obrigatória para os alunos da 5ª série, visita o Colégio Metodista Americano para uma sessão de autógrafos hoje e para conversar com os estudantes sobre a sua obra. O encontro, que faz parte da programação da 24ª Feira do Livro da instituição de Ensino e da semana de Códigos e Linguagens, acontece na sala C 101, a partir das 8h30min, para as turmas da manhã e, às 14h30min, para as turmas da tarde.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Encontros e mais encontros.

Estar na estrada da literatura sempre é ocasião para encontros. Momento para conversar sobre o processo de escrita e para perceber de que forma minhas histórias envolvem os leitores. Legal, sempre, notar que cada leitor acaba colocando sentidos e reflexões ao texto lido. O bacana é que, muitas vezes, "as coisas" estão lá, o que não significa necessariamente que as coloquei lá. Há, sempre digo, um tanto de razão e um tanto de desrazão no ato da escrita. A arquitetura literária tem lá seu dado de surpresa. Até mesmo para quem escreve.
Nestes dias, eu e meus personagens andamos por algumas escolas e municípios:

Igrejinha, com o Fusquinha e a Eduarda, encantando a criançada. De lá recebi inúmeros e-mails de leitores curiosos e inquietos. Valeu, pessoal!
Camaquã, onde encontrei alguns professores e alunas do magistério, momento bacana de conversar sobre o papel do professor na formação de leitores.
Viamão, em cuja Feira do Livro, conversei com alunos do colégio Stella Maris, sobre o meu fazer literário.
Canoas, onde, na Escola Rondônia, me encontrei com um pessoal bem bacana que havia lido os livros Chico, Debaixo de mau tempo e O tesouro iluminado.
Ijuí, onde, graças ao convite da EFA e da Unijuí, pude trocar idéias sobre "As três facetas do professor na formação do leitor literário".
Porto Alegre, onde os alunos do Colégio La Salle - Dores me receberam, durante sua feira do livro, para conversarmos sobre Teiniaguá e O menino do Portinari.

sábado, 7 de junho de 2008

Outras palavras 7: Luiz Antonio de Assis Brasil


Não são palavras: a cólica intestinal, a dificuldade em calçar um sapato, a eructação, o suor. Um escritor passou a registrar seus dias, desde o amanhecer à noite. Foi um rosário de mal-estares. Pasou então a inventar seus registros, fazendo-os agradáveis: amparados pelas palavras, tornavam-se ficcionais, isto é: verdadeiros.