quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sete patinhos recebe distinção internacional

Maior biblioteca infantojuvenil do mundo
escolhe quatro livros brasileiros de 2013
O Estado de S. Paulo - 26/11/2014 - Por Bia Reis
A Internationale Jugendbibliothek (IJB) – a mais importante biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, localizada em Munique, na Alemanha – divulgou na semana passada os livros publicados ao redor do mundo em 2013 que farão parte do catálogo White Ravens. Quatro brasileiros foram selecionados: A árvore de Tamoromu (Formato), de Ana Luísa Lacombe e ilustrações de Fernando Vilela; As Cores da Escravidão (FTD), de Ieda de Oliveira e ilustrações de Rogério Borges; Bárbaro (Companhia das Letrinhas), de Renato Moriconi e Sete patinhos na lagoa (Biruta), de Caio Riter e ilustrações de Laurent Cardon. A IJB foi criada em 1949 por Jella Lepman, a fundadora do International Board on Books for Young People (IBBY), responsável pelo Prêmio Hans Christian Andersen, espécie de Nobel da literatura infantil e juvenil. Para conhecer todos os livros selecionados, clique aqui.http://pem.publishnews.com.br/link.php…

domingo, 16 de novembro de 2014

Gente Nova 21 - Gustavo Rückert

Gustavo Rückert é professor de Literatura em Jaguarão, no RS, e escreve no blog: gustavoruckert.blogspot.com.br.  
O poema que segue nasceu de um desafio que fiz ao poeta.


(Salvador Dalí)

Um muro em três partes

Ao olhar para aquele velho muro
descontemplo
por entre rachaduras e musgos
as sutilezas mais frágeis e densas
de minha própria existência

Ao olhar para aquele velho muro
descontemplo
dois terrenos pantanosos
que na inconstância de suas formas
têm duas existências formadas
na constância do velho muro

Ao olhar para aquele velho muro
descontemplo
entre a aspereza e a frialdade
os segredos e o calor
das confissões dos vizinhos
duas existências
duas partes à parte
de uma mesma essência

Ao olhar para aquele velho muro
descontemplo
descontemplo-me a dançar
na ponta dos dedos
equilibrando (me)
sobre minha frágil existência
em um segundo de delírio
entre duas consciências
perdidas
por entre rachaduras e musgos
diferentes
de um mesmo muro

Ao olhar para aquele velho muro
descontemplo-me
descontemplo-te
perco (me)
entre nós
Ao descontemplar (nos) aquele velho muro
me falta a coragem
fujo
(já nem sei se de mim ou de ti)
em desespero
e errante
vou simplesmente sendo
afinal




sábado, 1 de novembro de 2014

Palavras


CALÇADAS - Meus pés pisam o firme, porém são desejosos das imperfeições. Uma calçada sem ranhuras não projeta sustos, tampouco surpresas. Quero a possibilidade do passo que rejeite o liso, que busque a imperfeição. Só assim, ao me preparar para o tombo, posso ter sempre no rosto a alegria da pegada. Ela ficará, mesmo em chão que se finja não aderente a marcas.