segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Retratos de Caio

Eu, no olhar do Jerri. Desenho feito na Feira do Livro de Canoas

Sobre prêmios

      Então, sábado foi noite de alegrias, noite especial. Estar entre afetos, receber o carinho dos afetos, perceber sua vibração, foi a certeza de estar construindo algo. E a noite foi especial também em virtude de meu livro "Cecília que amava Fernando", que já havia sido premiado com o Açorianos em 2015, ter recebido a distinção de Livro do Ano na Noite do Livro promovida pela AGES: Associação Gaúcha de Escritores. A história de Cecília, uma avó apaixonada pela poesia de Pessoa, e a de seu neto Bernardo, com quem possui uma relação bastante próxima e afetiva, conquistou dois troféus: melhor livro juvenil e livro mais votado. 

     Estou feliz.
     As premiações trazem para quem escreve uma certeza: a de estar fazendo relativamente bem aquilo a que se propões. Um prêmio, de certa forma, é como uma assinatura de qualidade a um trabalho criado a partir da emoção. Pois escrevi este livro na busca de captar a dor e a alegria presentes nos personagens que mergulham em uma despedida e que encontram forças de superação no afeto e na poesia. Assim, o troféu que me foi concedido pelos escritores gaúchos só me promove mais emoção.
     Claro que toda a premiação é subjetiva, já que os concorrentes eram autores e livros de qualidade. Todos. 
     E talvez, para quem lança histórias aos outros, o maior prêmio seja mesmo a certeza de ter leitores. São estes que concedem ao livro (e não as premiações) a possibilidade de ele viver, de ele conversar, de ele ser.
Que eu possa sempre experimentar estes dois tipos de premiações: ser reconhecido, ser lido.