sábado, 16 de julho de 2011

Outras Palavras 25 - Charles Bukowski



Nunca escrevo de dia porque é como ir pelado a um supermercado – todos te podem ver. À noite é quando saem os truques da manga… E vem a magia.





REINAÇÕES 51



Definições II

No facebook, propus a série Definições. A ideia é, a partir de uma palavra, criar uma definição poética para a mesma. A palavra de Julho foi (como não podia ser diferente) INVERNO. E a definição vencedora foi a de REGINA PORTO:


Inverno é hibernar no interior: do lar, do bar, da alma.

Tantos barulhos

Ando poetando ruídos, sons, barulhos. Mergulhar nas palavras poéticas tem sido caminho de desafio para mim. Acertar a justa medida entre a reflexão sobre a vida e o brincar é algo que admiro por demais em alguns poetas. Acho a forja das palavras poéticas exercício mais árduo do escrever. E tem gente que o faz com tanta naturalidade, com tanta sensibilidade.
Eu quero ser aprendizagem poética.
Estou tentando.
Logo meus poemas se entregarão aos olhares infantis. Sou aguardo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Palavras 30



MONTANHA - Se a vida é montanha, atingir o cume nem sempre é condição. Mais vale o caminho.

O meu retrato

Gosto de adaptações. Não aquelas que mutilam o original, não aquelas cujo adaptador quer reescrever o clássico. Gosto de textos que conversam com o texto-mãe, aqueles cujo adaptador pede a bênção ao autor e tenta ser ponte entre o original e o jovem.
O desejo de mergulhar em um clássico, percebendo seu potencial de atração ao público jovem contemporâneo sempre me seduziu. A primeira experiência (e dizem que a primeira jamais esquecemos) veio com Notre-Dame de Paris, do Victor Hugo. Texto gótico, com seu jogo de sensualidade, de dor, de abdicação, que sempre me atraiu pelo tanto de emoções que suscita entre os personagens e no leitor. Depois, ano passado, enveredei pela adaptação de um clássico para as crianças: Aladim e a lâmpada maravilhosa. E agora, não faz muito, minha adaptação para o clássico do Oscar Wilde, O retrato de Dorian Gray, se torna livro, se torna possibilidade de encontro com os jovens. A história do jovem Gray e o tanto de sobrenatural que o envolve é sedução plena. A tentativa de permanecer jovial e belo acaba por destruí-lo como gente. E se o retrato pereniza Dorian, quero mais é que minha versão possa também perenizar o clássico de Wilde no coração de muita gente que se inaugura na leitura de clássicos.