Confesso. Estou aqui hoje, incentivado pela chuva que cai lá fora, para confessar.
Sou capricorniano. Isso é sabido. Se não pelo tanto que apregoo isso, pela conferência da data em que nasci. Mas a confissão não é essa: sou capricorniano e uso desta premissa para referendar pensamentos, posicionamentos. Ao faltar a argumentação, me escondo na conjunção astral no momento de meu nascimento. E isso, se não justifica ações, pelo menos as explica.
Pois sou capricorniano e, por sê-lo, tenho esse viés racional, esse jeito de ver a vida sem muita emotividade. Sim, choro. Sim, me decepciono. Sim, me irrito e me indigno com certas coisas. Mas a armadura do capricorniano me impede de sucumbir, de me decepcionar totalmente. Afinal, lá dentro, bem no fundo, já havia um espaço para a presença da decepção, visto que ninguém, ninguém mesmo, por mais que se esforce, conseguirá suprir todas as expectativas de alguém.
Há males perdoáveis, penso. Mas há outros que fazem com que o bom capricorniano, apesar de não esquecer os bons momentos vividos (sou homem de memórias), impede que a convivência seja desejo novamente.
Não decepcione um capricorniano, se a presença dele for importância pra você (parece, esta última frase, um conselho de auto-ajuda, confesso, mas escrevo mesmo assim).
Sou capricorniano, confesso.
sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Outras palavras 26: Umberto Eco
Não tenho nenhum método. Não sou como Alberto Moravia, que acordava às 8h, trabalhava até o meio-dia, almoçava, e depois voltava para a escrivaninha.Escrevo ficção sempre que me dá prazer, sem observar horários e metodologias. Adoro escrever por escrever, em qualquer meio, do lápis ao computador. Quandoelaboro textos acadêmicos ou ensaio, preciso me concentrar, mas não o faço por método.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Um ano de livros!
2011 me brindou com vários livros. Não apenas livros lidos (foram vários também, muitos deles incentivados pela iniciativa que segue com sucesso, a Confraria Reinações), mas publicados. Uma série de coincidências acabou fazendo com que este ano me presenteasse com 11 livros. Muitos deles infantis, algo que fazia tempo que eu não publicava, muito mais voltado que andava para a literatura juvenil. Onze livros. Muitos publicados pela Edelbra, que me auxiliou a realizar desejo antigo: um coleção de textos apenas meus. Saiu, portanto, na 57ª Feira do Livro de Poa, a coleção Sentidos: O olfato do rato, O tato do gato, O paladar do urso polar, A visão do pavão e A audição do leão.
E além destes, saíram A ciranda da bicharada e Tantos barulhos (minha primeira experiência como poeta. Pela Edelbra também saiu um juvenil, A filha das sombras (Coleção Medo). Estou na maior expectativa pra ver o que rolará: torcendo para que meus poemas possam ir ao encontro do coração dos leitores. E ainda, pela Biruta, saíram Pedro Noite e Eu e o silêncio de meu pai. E, para fechar a listagem de livros de 2011, pela Melhoramentos, saiu Um na estrada.
Agora é curtir esses livros todos, desejoso de saber que trajetória farão. Estou na torcida.
domingo, 25 de dezembro de 2011
Gente Nova 16: Lucas Reis Gonçalves
A poesia desse garoto (o Lucas só tem 21 anos) alia o jogo de palavras (mas não apenas mero joguete) com reflexão sobre o existir. Poesia boa que ele partilha com a gente em seu blog: http://www.lucasreisgoncalves.com/
Tique
sem pulso,
o relógio bate,
e bate tolo,
sem notar
que, na verdade,
o tempo,
seu tempo todo,
é louco,
e,mais do que louco,
é pouco
é pouco
pr'um braço torto,
que, de morto,
oco silenciou.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Um book-trailer
Novos livros. Ano cheio de livros. Isso é bom, todavia o amor acaba tendo pouco tempo para curtição, logo um novo texto surge e acaba tomando a atenção do escritor. O mais recente é mergulho em um pouco da minha infância, tem lá seu dado de invenção, sim, mas muito (muito mesmo) de memória. Eu e o silêncio de meu pai, da Editora Biruta, num projeto gráfico lindo e ousado, conta a história de um menino e seu pai, um menino que - protegido pela distância temporal - se aventura a reler sua infância, a entender o mutismo do pai, a entender o próprio passado. E o mais belo é que é meu primeiro livro a ter seu book-trailer, e mais belo ainda é que esse trailer foi realizado por uma ex-aluna, a Laura Linn.
O link no youtube é: http://www.youtube.com/watch?v=ZfDuXvP__H8
O link no youtube é: http://www.youtube.com/watch?v=ZfDuXvP__H8
domingo, 13 de novembro de 2011
Retratos de Caio 14
O retrato abaixo (aliás, fazia tempo que eu não era retratado, daí o sumiço desta sessão em meu blog, embora eu também tenha andado sumido emvirtude dos tantos afazeres profissionais e literários. Mas isso é papo pra outro momento) foi presente, quando estive na Escola Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Porto Alegre. Encontro que fez parte do Projeto Adote um Escritor, da CRL e Prefeitura de PoA. O autor foi o aluno Gabriel.
Assinar:
Postagens (Atom)





