Abaixo segue e-mail-convite-desafio que me foi enviado pelo amigo e escritor Vítor Diel. Achei a ideia por demais interessante e já fiquei querendo ver o resultado. Se alguém se habilitar a ajudá-lo, leia o texto que segue:
oi, caio! tudo bem?
cara, preciso da tua ajuda! tua e de muita gente!
tô escrevendo um novo livro de crônicas, o sucessor de "Granada", no qual, em um dos textos, faço uma análise bem humorada dos spams que recebo diariamente. mas tenho recebido sempre os mesmos e preciso de outros, diferentes e esquisitos. publiquei no meu blog o pedido abaixo. saca só: Quero o seu lixo: colabore com meu novo livro! Quer participar da produção do livro que estou escrevendo? É facinho! Basta encaminhar para vitor.diel@gmail.com spams com texto em inglês, quaisquer que eles sejam: aumento peniano, venda de produtos, correntes que solicitam depósito monetário — qualquer coisa, desde que seja em inglês e sem alteração no título ou no corpo da mensagem. Se o lixo eletrônico encaminhado for utilizado na obra, os contribuintes terão seus nomes mencionados em agradecimento.
E, ah!, quanto mais inusitado forem os spams, melhor! Pronto! Que comece o envio!
P.S.: É sério! é isso. se puderes dar uma força citando meu desespero no teu blog e encaminhando esta mensagem, seria o máximo! abração! até mais!
Vitor Diel
http://bumerangue.tumblr.com
http://twitter.com/vitordiel
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Caio Leitor 12: Alguns caminhos
Muito tenho lido, mas não como gostaria. Falta o tempo para aquela entrega necessária, a gente dentro do mundo urdido em palavras sem chamado de volta. Leitura sendo sempre interrupção acaba criando hiato entre o lido e o ainda por ler. Faz com que me sinta pouco participante daquele mundo no qual mergulhei. Além das leituras da Confraria Reinações: Meu pé de laranja lima, Isso não é um filme americano, O mistério das aranhas verdes, A ilha do tesouro, O jardim secreto, Foguinho, entre outros, pouco tenho lido. Cada mês, uma leitura que, por vezes, se revela boa surpresa, como ocorreu com A história sem fim, mergulho viceral no universo de Michel Ende, e com O gato malhado e a andorinha sinhá, do Jorge Amado, sensível fábula sobre o amor e a morte.
E no momento, me divido em três: Reparação, Crepúsculo e O menino do dedo verde. Este com maior necessidade de leitura, é o livro da Reinações de outubro.
E no momento, me divido em três: Reparação, Crepúsculo e O menino do dedo verde. Este com maior necessidade de leitura, é o livro da Reinações de outubro.
Notas sobre Meu Pai...
Um diário escrito como um trabalho textual, proposto pela professora, é a tarefa que os alunos precisarão realizar em casa, até o fim do ano:... Pode? Tá, ela disse que a intenção é a gente poder escrever todos os dias, nem que seja uma linha... Mas por que um diário? ... É uma oportunidade de vocês treinarem caligrafia...
A solução literária encontrada por Caio Riter para compor a forma de Meu Pai não Mora Mais Aqui demonstra a criatividade do autor. Diários não são mais novidades, como leitura para jovens ou adultos. Há muitos, mas concebido como tarefa escolar é novidade sim, e das boas.
O autor criou um espaço tempo de monólogo interior, onde dois protagonistas elaboram suas vivências emocionais, em uma linha de pensamento jovem, reflexiva, própria daqueles que estão descobrindo a vida. O vocabulário é peculiar. Cheio dos jargões da idade, quentes, emocionados.
Caio Riter tem um lindo estilo literário, fluente. Suas frases recheadas do modo de falar dos gaúchos nos trazem o sabor do sul. Aproxima os leitores pelas diferenças lingüísticas e pelos sentimentos iguais.
Os tipos criados ganham forma, ficam em pé, aparecem em carne e osso e nos dão a sensação de poder abraçá-los, tão vivos estão nas páginas, na profunda imersão no universo da adolescência.
O Sentido da ausência do pai de Tadeu - a personagem principal - é tão forte, quando ele sai de casa para viajar. Rodar pelas estradas do mundo para sustentar a família.
As visitas rápidas, nos fins de semana, a casa que se enche e se esvazia da figura masculina que passa e deixa saudades, frustrações, e o desenrolar de uma vida que não é aquela que se quer viver em companhia, pelo escasso tempo juntos, e insuficiente para saciar a fome de ternura.
Há também, a Letícia. Os dois vivem a mesma problemática da ausência paterna. Os motivos são diferentes, o e sofrimento de abandono, o mesmo. Essa dualidade, na trama, tão bem tecida, faz do livro uma leitura primorosa. Prende o leitor pela temática das incertezas, das dores do crescimento que fervem nas entranhas dos jovens, até que eles descobrem o amor.
O ciúme, as disputas iradas. Os hormônios falam, o corpo muda. É difícil aprender a ser homem e mulher. Conviver com as diferenças. As circunstâncias que não são as ideais, mas humanas.
Há o recolhimento. O clima de escrever sozinho e tocar no mais profundo de si mesmo. Um momento único e atemporal. Há perdas, algumas irreparáveis, definitivas. Há recuperação no reencontro com a harmonia de viver, quando os conflitos encontram um ponto de equilíbrio e a vida segue em busca da maturidade emocional.
Caio Riter é um autor que se renova a cada publicação. Premiado várias vezes, tem elaborado muito o seu oficio de escrever, e o faz cada vez melhor. Ele mesmo, assim como as personagens que retrata, em permanente processo de crescimento literário, o que salta aos meus olhos de leitora.
Ísis Valéria, membro da FNLIJ
domingo, 27 de setembro de 2009
Felipe na Zero Hora
Lidando com descobertasObras para crianças e jovens têm sessões de autógrafos hoje
Para desatar os nósA literatura é uma desatadora de nós, diz o escritor gaúcho Caio Riter. Não à toa, chama-se “Nós” a coleção juvenil da editora Projeto que será lançada hoje com dois títulos “desatadores”: Viagem ao Redor de Felipe, de Caio, e A História de Clarice, da carioca Anna Claudia Ramos.Em comum, os dois livros apresentam um adolescente diante um problema de família e que, para enfrentá-lo, começa uma jornada guiada por um livro. Felipe um dia vê o pai chegar com um menino pela mão, um irmão que ele sequer sabia existir e com quem agora dividirá seus pais, o quarto, a escola e até o cachorro. Então, encontra refúgio nas aventuras de Júlio Verne, em Viagem ao Centro da Terra. Já Clarice, que nunca teve pai, um dia descobre que a mãe foi embora. E quem parece saber como assimilar a situação e se adaptar à vida ao lado da Tia Lu é Raquel, a protagonista de A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga. Ao fim, mais do que desatar nós, os personagens descobrem outras nuanças de ser parte do “nós” em uma família”.
Fonte: Jornal Zero Hora, de 26 de setembro de 2009.
sábado, 19 de setembro de 2009
Fusquinha vira teatro
Bacana quando as histórias que a gente inventa ganham outros olhares. O Fusquinha cor-de-rosa (ed.Paulinas), história despretensiosa, tem ganho o coração dos leitores e até decora as paredes da biblioteca Caio Riter, em Morro Reuter. Bom ver também os personagens ganhando vida a partir da representação de pessoas que fazem um trabalho bonito e sério, como o da Cia Ckakety, que deu corpo e voz à minha história.
Na foto, a atriz Cris Clezar, com figurino, cenografia e direção de Rosane Gomes, tem levado meu Fusquinha ao encontro de mais e mais crianças. Vale a pena ver!
Na foto, a atriz Cris Clezar, com figurino, cenografia e direção de Rosane Gomes, tem levado meu Fusquinha ao encontro de mais e mais crianças. Vale a pena ver!
Cia Crakety - Teatro de Palco e Bonecos
Contato: (51) 3471.2589
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Debaixo de mau tempo em São Leopoldo
Meu livro Debaixo de mau tempo (Artes e Ofícios) tem atiçado o coração de jovens leitores da EMEF Salgado Filho, de São Leopoldo. Indicado pelas professoras, ele tem feito com que muitos adolescentes me escrevam mensagens falando sobre o livro e sobre a expectativa de se encontrarem comigo. Gosto destes encontros, afinal, todo o escritor deve ir aonde seu leitor está, ainda mais quando esses leitores são um grupo de pessoas a fim de entender mais um pouco os caminhos da ficção. Abaixo, transcrevo a cartinha que recebi da Dhéssica Stoffel, que mostra a necessidade de que a leitura orientada pela emoção invade as salas de aula.Oi, na minha escola, com a professora Luciane, estamos lendo o livro DEBAIXO DE MAU TEMPO. Ela nos falou que virás visitar nossa escola. Estamos à sua espera. Nós, jovens, hoje em dia, não somos mais tão motivados. Me interessei pelos teus livros, pois eles fazem termos vontade de ler mais e mais. A professora Luciane sempre está nos motivando e o jeito como ela conta as histórias faz como se estivéssemos vivenciando esta situação. Bom, estou cvuriosa para te conhecer e saber como consegue fazer como jovens como eu tenham vontade de ler mais e mais. De um jeito encantador, faz como se a gente tivesse entrado na história.Te agradeço desde já. E estamos a sua espera em nossa escola. Dhéssica Stoffel.
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