sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Retratos de Caio - 5

Na foto abaixo, fui clicado durante atividade do Projeto Fome de Ler-2007 (Ulbra/CRL), quando autografava um retrato feito sobre mim, numa simpática escola na Barra do Ribeiro.




quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Gente Nova 8 - Clênio Borges

O Clênio Borges já venceu concurso como cronista, já andou pelas trilhas do conto, e agora circula com bastante segurança pelas trilhas do miniconto, este "gênero" que tem como palavra-chave a contenção. Mas, acredito eu, deva ser uma contenção que abarque todos os elementos constitutivos do conto, caso contrário, apenas aforismo, brincadeira com as palavras, poesia. Clênio consegue isto.





Vazia

(Retrato de Lucy - Lasar Segall)
Sem amor, sem esperança e sem dinheiro, foi assaltada na sinaleira.

— A bolsa ou a vida.

Tanto faz.


(Miniconto escrito na Oficina IFP com Laís Chaffe.)

Caio no Vaia

A partir deste mês, viro cronista. O convite veio do Fernando Ramos, o jovem editor do Jornal Vaia e idealizador da primeira FESTPOA, que conseguiu reunir diversos escritores em várias mesas e atividades envolvendo a leitura e a escrita.
Meu desafio foi escrever gênero ainda não produzido, ou pouco escrito. Sou basicamente um contador de histórias. A poesia é atividade bissexta. Assim, a crônica acabou me atraindo pelo que tem de dificuldade em tangenciar temas cotidianos, tornando-os eternos. Tarefa hercúlea a que vários autores se lançam diariamente. O convite-desafio foi do Fernando; a escolha pela crônica foi minha.
E a primeira já está à disposição do olhar crítico de quem quiser. Chama-se Na gaveta, e nela busco refletir sobre a importância da leitura em mim. Para lê-la, basta acessar: http://www.jornalvaia.com.br/
Lá há matérias interessante,entrevista e outros que tais. Além, é claro, de outros colunistas.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Caio Leitor 9: O pequeno Nicolau

O autor é o mesmo do Asterix: Goscinny. Isso em si só já é motivo de curiosidade para que conheçamos as peripécias de um garoto muito especial. Especial, mas que, na verdade, dá testemunho do ser criança comum a qualquer época ou a qualquer espaço. Os capítulos curtos, quase contos, já que encerram uma aventura do pequeno protagonista com início, meio e fim, fazendo referência a outros personagens já apresentados nos diversos capítulos-contos, relatam episódios da vida de qualquer criança: atividades escolares, contatos com amigos, uma possível paixão, o desejo da fuga de casa, as tradicionais e encantadoras travessuras que qualquer criança é chamada a fazer mediante o tédio com que se mostra o mundo adulto. Mas tudo sob uma ótica humorada, bem humorada, (diga-se de passagem!), que revela o olhar infantil: olhar que, muitas vezes, mostra-se desconhecedor da lógica ilógica que reina entre os "grandes".
Nicolau, assim, tem um tanto de mim. Tem um tanto da criança que fui e também das crianças que virão por aí. Tem um tanto de qualquer e de toda a criança. Afinal, ser criança é estar aberto à aventura e ao sonho, é tentativa de entendimento do mundo que nos cerca, é busca por "atender" às expectativas adultas, mas sempre a partir de um parâmetro não-adulto. Daí que o que para Nicolau é certo, é completamente plausível, soe como traquinagem para os professores ou para os pais.
Todavia, o narrador, por vezes, nos revela que não há distância tão grande assim entre adultos e crianças, pois, nas desavenças entre o pai de Nicolau e seu vizinho, notamos os mesmo princípios que regem as rivalidades entre Nicolau e seus amigos: o desafio, a disputa, o desejo de ser o melhor.


(ilustração de Sempé)

O pequeno Nicolau é leitura agradável em que o ser criança é visto sob o olhar da própria criança. Há ausência de um pouco de dor. O humor prepondera, falta sofrimento nas aventuras de Nicolau, o que é apenas gosto pessoal de quem curte textos mais intimistas, mais sofridos, todavia apenas gosto pessoal que não destempera o sabor de mergulhar, conduzido pela mão de Nicolau, no universo nostálgico e mágico da infância. Livro que nos faz adultos sensíveis perceberem de forma diferenciada as traquinagens infantis.




segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Vice-versa: uma idéia da aeilij

O Hermes Bernardi, coordenador da AEILIJ no RS, me convidou ( e aos demais associados) para atividade bem bacana de troca de idéias via entrevista. Eu e a Glaúcia de Souza inauguramos o espaço Vice-versa. Basta acessar o endereço: http://aeilijrs.blogspot.com para conhecer minhas idéias e as da Glaúcia. Em outubro o vice-versa é com Paula Mastroberti e Hermes Bernardi Jr. Abaixo uma amostra da entrevista que Gláucia fez comigo.



Gláucia de Souza pergunta, Caio Riter responde:



GS - Como é o seu processo de criação de um original?

CR - Sempre minhas histórias nascem a partir de um tema que me sinto convidado a pensar, a escrever. É em torno deste assunto que nascem os personagens, as ações, os diálogos. Quando é novela mais longa (as juvenis), procuro elaborar um esquema orientador, a fim de otimizar meu pouco tempo para a escrita. Costumo, também, contar a história pra mim mesmo, inventar cenas, tendo sempre o olhar atento ao que ocorre à minha volta, pois tudo pode ser inspirador. Outro dado importante, anterior à escrita propriamente dita, é estabelecer um norte, um ponto de chegada, a cena final. Tendo claro para mim o destino do protagonista, tudo se torna mais simples e a escrita, então, passa a se tornar necessidade.

domingo, 31 de agosto de 2008

Livro novo

Abaixo ilustração de um dos meus próximos livros. Aguarde, logo logo novidades vêm por aí. Livros novos sempre têm seu tanto de expectativa e de espera, sobretudo para quem os inventou.

Ilustração de Renato Moriconi para meu livro O maior motivo do mundo, da coleção Historinhas bem apaixonadas. Escala Educacional, 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Caio no Mestre Santa Bárbara - Bento

Na quinta-feira, dia 21 de agosto, passei uma manhã agradável, assistindo a vídeos e a uma peça de teatro, junto aos alunos do Colégio Mestre Santa Bárbara, em Bento Gonçalves. Momento de troca, organizado pelas professoras Emília B. Marques e Lisete Canabarro, que animaram a garotada e a orientaram na leitura de meus dois livros de contos A dobra do mundo e Teia de silêncios (WS Editor). Sempre é bom conversar com alunos do EM, que, muitas vezes, estão mais voltados para a leitura dos textos exigidos pelos vestibulares da vida. Minha experiência, assim, acaba limitando-se à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, cuja liberdade na escolha dos títulos e dos autores a serem lidos acaba sendo um pouco maior.
Pessoal simpático, escola agradável, todo um clima de encontro com as palavras literárias. Momento sempre rico para aprendizagem do bom de ler e de escrever. Abaixo registros do momento, feitos pela professora Emília.

Atividade bacana também foi a continuação de um texto de mistério ou sobrenatural que eu iniciei e que os alunos do EM tinha que continuar, mantendo o mesmo clima, os mesmos elementos. Li os selecionados pela professora e escolhi o da aluna Kátia Predebom, Turma 16M.
Segue endereço do blog do pessoal do Mestre Santa Bárbara, onde os alunos postaram seus trabalhos de escrita e de vídeo: http://literaturamestre2008.blogspot.com
http://primeiros2008.blogspot.com