segunda-feira, 7 de abril de 2008

O Rapaz se renova no contato com alunos do Bom Conselho

Esse mundo literário é mesmo repleto de surpresas. Os livros nossos, histórias arquitetadas no dentro de nós a convite de algo que vem de fora, acabam ganhando vida e se renovando com o contato afetivo com os leitores. Hoje estive conversando com os alunos da sétima série do Colégio Bom Conselho, alunos que, sob a orientação da professora Marisa Steffen, uma apaixonada pela Literatura, mergulharam nas páginas de O rapaz que nao era de Liverpool. E o tempo é sempre pouco para o tanto de inquietação que tais encontros promovem não apenas nos que lêem. Falar de um livro já editado é sempre oportunidade de voltar a ele, de repensá-lo.
No final, saí com vários bilhetes, repletos de questões. Entre elas, seguem algumas abaixo:

# Marcelo e DJ são amantes de poesia. Você também gosta?

Ah, e tem amor maior do que pelas palavras? Sobretudo, as poéticas. Talvez as ame, não apenas pelo tanto de desacomodamento que provocam, nem pela musicalidade que contêm, mas por senti-las arquitetura maior.

# Você admira os Beatles. Ouve-os nos momentos difíceis, assim como o Marcelo?

Estranha essa fusão entre ficção e realidade. Seguido me fazem essa pergunta. Não, eu não sou um fã ardoroso dos Rapazes de Liverpool, aprendi a curti-los na própria feitura do livro. Fui ler suas letras, ouvir suas músicas, comprar seus cds.

# Quando você escreveu o livro, fez com que Marcelo se identificasse com você?

Sempre há um tanto do Caio-criança nos livros que escrevo e nos personagens que crio. Ao escrever para adolescentes, sempre há umas tintas de nostalgia, mas acho que o personagem que mais tem de mim é o Renato, do livro Debaixo de mau tempo.

3 comentários:

Luciano disse...

Oi Caio, tudo bem? Nós da 7º série da E.M.E.F.Professora Maria Gusmão Britto, de São Leopoldo, gostamos muito do livro "O Rapaz que não era de Liverpool".Ele relata uma história misturada, diferente, porque ele ta no presente e pára, e volta pro passado, depois volta pro presente, é legal esse tipo de história, porque são raras, mas não tanto.
Por isso gostamos muito desse livro, ele é diferente dos outros. Abraço.
Luciano Zuccolotto de Souza e Daniel H. Köche

TRABALHOS GUSMÃO disse...

Estudamos na escola Gusmão Britto, somos alunas da professora Jurací.
Lemos o seu livro e gostamos muito, é um dos melhores livros que nós já lemos.
Abraços da Bruna e da Susan, esperamos a sua visita em nossa escola, no dia 12 desse mês.

pedro disse...

Oi tudo bom?
Nós somos alunos da E.M.E.F PROFESSORA MARIA GUSMÃO BRITTO.
Vamos ler o seu livro O Rapaz que não era de Liverpool, esperamos que seja muito bom!
Abraços de Pedro luz, matheus menezes linck e francisco betim